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Renda básica – Repensando o emprego em 2020

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Tatiana Roque, matemática, filósofa, professora da UFRJ, vice-presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, em seu artigo intitulado: “Subjetividades no ponto cego da esquerda: crise do trabalho e do bem-estar” afirma:

“Estamos plenamente imersos em um mundo de empreendedores, sejam eles mais ou menos bem-sucedidos. O empreendedorismo é um modo de gestão social que mobiliza desde os empresários propriamente ditos até o setor de serviços e a economia informal, ou seja, é um modo de vida que diz respeito à maior parte dos trabalhadores hoje em dia. Jessé Souza (2010), ao traçar os perfis do novo “batalhador brasileiro”, inclui o batalhador do microcrédito, a empreendedora que vende doces e quitutes, as redes informais, o feirante, a família ampliada e a igreja neopentecostal. Boa parte dos antigos assalariados, moradores de periferias, dedica-se atualmente a um pequeno negócio, como lanchonete, costura, salão de cabeleireiro ou oficina mecânica. Quem ainda não tem seu próprio negócio, gostaria de ter e a maior parte dessa população atribui qualquer melhoria de vida ao seu esforço pessoal. Não à toa, a subjetivação empreendedora mobiliza corações e mentes, seja nas grandes corporações ou nas igrejas neopentecostais.”

Tatiana defende que é preciso, nesse sentindo, repensar a forma como se pensa emprego e relações de trabalho, e vem defendendo propostas de mudanças na lei do Auxílio Emergencial, no sentindo de que, dentro de critérios específicos, todos e todas tenham o acesso à renda básica, um direito sem vínculo com o emprego.

“hoje, o crescimento econômico está sendo mais apropriado pelos mais ricos, pelo capital e pelos capitalistas. Se você quer combater a desigualdade, você tira o dinheiro deles e dá para os mais pobres, em dinheiro, porque, para isto, precisa intermédio de emprego?”

Para acessar o site com as propostas, clique aqui.

Se trata de uma meneira de promover justiça e bem-estar social, de modo que, as pessoas não sejam obrigadas a trabalhar em empregos sub-humanos, com o medo de morrer de fome, como atualmente acontece.

Importante destacar que, a crítica da Tatiana vai muito além de renda básica para empreender. Se trata também de entender a relação de valia e mais-valia.

Ouça sua entrevista para o podcast Coemergência, onde explica em detalhes os aspectos que a levaram a defender o projeto, apoiado muitas de instituições.

Formado em Marketing, estudante de Psicologia, autor do livro infantil sobre educação inclusiva "Universos Diversos". Escreve sobre desenvolvimento pessoal, coletivo, social, humanitário e universal no site "MundoInterpessoal.com".

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